COTIDIANO
Motociclista morre após atropelar pedestre e bater em veículo em Campina Grande
João Arthur Canuto Alves já havia sido condenado por provocar morte de namorada em acidente de trânsito, em 2015.
Publicado em 14/09/2026 às 11:47 | Atualizado em 14/09/2026 às 15:38

O motociclista João Arthur Canuto Alves, de 34 anos, que ficou ferido após perder o controle da moto e atropelar uma pedestre morreu neste domingo (13), em Campina Grande. O acidente aconteceu na tarde do sábado (12), na Avenida Juscelino Kubitschek, no bairro do Cruzeiro.
De acordo com a Companhia de Polícia de Trânsito (CPTran), o motociclista pilotava em alta velocidade quando perdeu o controle do veículo ao passar por um quebra-molas. A motocicleta invadiu a calçada, onde estava uma mulher de 37 anos. Na sequência, a moto atingiu um veículo que estava estacionado.
As duas vítimas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. A mulher sofreu uma fratura exposta em uma das pernas e permanece na enfermaria com quadro clínico estável, segundo a unidade.
Ainda segundo a CPTran, o motociclista estava desacordado após o acidente e havia dado entrada no hospital em estado grave. A informação sobre a morte dele foi confirmada nesta segunda-feira (14).
A Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) do município informou que a motocicleta estava com o emplacamento atrasado e que o condutor teria empinado o veículo antes do acidente.
As circunstâncias do acidente devem ser investigadas pelas autoridades competentes.
Acusação pela morte da namorada
João Arthur já havia sido acusado de provocar a morte da namorada, Nayara Ellen Dias do Nascimento, de 17 anos, em 2015. O caso aconteceu no Centro de Campina Grande quando sofreu um acidente próximo ao Viaduto Elpídio de Almeida.
Inicialmente, o caso foi tratado como um acidente de trânsito. Segundo as investigações da época, no entanto, João Arthur estava em um carro e teria perseguido a namorada após uma discussão. A Polícia Civil da Paraíba apontou que ele teria jogado o veículo contra a motocicleta conduzida pela jovem.
De acordo com a investigação, João Arthur e Nayara estavam juntos horas antes do acidente, acompanhados de um casal de amigos, em um bar de Campina Grande. Após um desentendimento, Nayara teria deixado o local pilotando a motocicleta, e João Arthur teria seguido a jovem de carro.
A Polícia Civil informou que depoimentos e outros elementos reunidos durante a investigação apontaram que João Arthur teria ameaçado a namorada antes de persegui-la.
A delegada responsável pelo caso também afirmou, na época, que áudios divulgados pelo próprio suspeito ajudaram nas investigações. Em um deles, segundo a polícia, João Arthur dizia que seguia de carro atrás de Nayara e que havia presenciado o acidente.
Após a colisão, Nayara perdeu o controle da motocicleta e bateu na lateral de um ônibus que trafegava pela via. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Em entrevista à TV Paraíba, João Arthur negou ter provocado a morte da jovem e afirmou que estava sendo injustiçado. A defesa também negou a acusação e sustentou que ele não teve a intenção de matar Nayara.
Denúncia e processo
Em setembro de 2015, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) denunciou João Arthur pela morte de Nayara. O órgão pediu que ele respondesse por homicídio qualificado, fraude processual e uso de documento falso, já que ele portava uma Carteira de Habilitação Nacional (CNH) inválida.
Segundo o Ministério Público, o acusado teria agido de forma livre e consciente ao colidir o carro contra a motocicleta da namorada. A denúncia também apontou que, após o crime, ele teria contado com a ajuda do irmão e de um amigo para retirar os veículos do local do acidente.
O Ministério Público ainda afirmou que o suspeito teria ameaçado familiares da adolescente após a morte dela. Segundo o Tribunal de Justiça da Paraíba, ele foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto por homicídio simples, em 2017.
Outros acidentes
Em 2018, o homem voltou a se envolver em outro acidente de trânsito que deixou duas pessoas feridas. As investigações da época apontaram que ele apresentava sinais de embriaguez, não portava CNH e fugiu do local sem prestar socorro às vítimas.
Neste caso, ele foi condenado a quatro de prisão em regime semiaberto por lesão corporal culposa em veículo, e foi posto em liberdade condicional.

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